PEDRO TONETTI: O AGRICULTOR BRASILEIRO PRECISA DE “GARANTIA DE RENDA”

O agricultor brasileiro é muito eficiente e competitivo na prática de sua atividade. Utiliza-se de técnicas modernas e consegue altos níveis de produtividade, garantindo uma produção para abastecer o mercado interno e também para exportação.

Apesar disso, grandes são as dificuldades, especialmente as que estão fora dos limites da propriedade e fogem do controle do produtor, que enfrenta uma concorrência desleal com os produtores de outros países, pois temos uma das mais altas taxas tributárias, oque tornam mais caros os defensivos,nutrientes e o diesel, tornando o custo de produção mais alto.

Outro fator que diminui nossa capacidade competitiva é o trajeto que a produção percorre até chegar ao consumidor. Os elevados índices de roubos deixam o transporte mais arriscado e os seguros encarecem.

As rodovias, em especial as do Estado de São Paulo, melhoraram depois das privatizações, mas os pedágios elevam o custo do serviço.

O crédito Rural é uma ferramenta importante para financiar a safra e modernizar os maquinários, entretanto, nem todos têm acesso.

O que o agricultor brasileiro realmente precisa é a GARANTIA DE RENDA. Nos países desenvolvidos, especialmente os que passaram por guerras, a produção própria para garantir a segurança alimentar é a maior preocupação e a proteção de mercados é praticada para proteger seus produtores.

Por aqui, o setor agrícola, apesar ser de extrema importância para a economia do país e ser o principal responsável pelo equilíbrio da balança comercial, falta uma política agrícola para dar mais segurança.

Não raras asvezes, importamos produtos que temos de sobra aqui, aniquilando nosso produtor. Posso citar a pecuária leiteira, a qual muitos estão deixando.

Algumas alternativas precisam ser repensadas, como novas opções de transporte, concessão das rodovias com preços justos de pedágios… E esta é uma questão importante a ser discutida, no Estado paulista, pois os primeiros contratos de concessões foram assinados há 20 e vencem em 2018. Inclusive, algumas concessionárias já entraram na justiça para prorrogação dos prazos.

Se houver novas licitações para a concessão das rodovias paulistas e seguir o modelo de privatização da rodovia Fernão Dias, pelo menor preço de pedágio, tenho certeza que reduziria bastante os valores que hoje são praticados.

Pedro Tonetti, presidente do Sindicato Rural de Pirassununga

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